A Ser Ponte
m uma cidade atravessada por desigualdade e ausência de direitos, mas marcada por comunidades inteiras que diariamente, em coletivo, lutam por um futuro possível, é onde nasce a Ser Ponte.
Somos uma iniciativa da sociedade civil, há quatro anos instituída enquanto ONG, mas que surge ainda em março de 2020, em meio a pandemia de Covid-19. Nascemos na ideia de um repasse, à época emergencial, de renda básica solidária para mulheres chefes de família.
Na pandemia, atuamos não só com o financeiro, mas com a distribuição de materiais preventivos e de segurança, para apoiar famílias que enfrentavam, de maneira ainda mais dura, as consequências do avanço da pandemia e da ausência do Estado.
Lançamos a ideia do projeto com 20 mulheres chefes de família de regiões precarizadas de Fortaleza a serem apoiadas de abril a julho/2020, com uma renda de R$ 180 por mês. Graças ao crescimento das doações, a Ser Ponte conseguiu ampliar seu alcance, atendendo 210 famílias até o final de 2020.
Mesmo com o fim da emergência sanitária, seguimos firmes com o nosso objetivo de combater a pobreza e a vulnerabilidade social em Fortaleza, e esse ano completamos 5 anos de existência.
A partir de 2022, a Ser Ponte se coloca para atuação em três grandes linhas de atuação temáticas: 1. Transferência e geração de renda; 2. Saúde comunitária, segurança alimentar e bem estar urbano; e 3. Educação e Cultura. Surgiram projetos como os brechós comunitários, coletivo de psicólogas e muitas parcerias.
A cada ano desenvolvemos campanhas e ações dentro de cada um desses programas, como oficinas, premiações, campanhas solidárias e outras movimentações, como o Bazar Solidário, realizado anualmente com o apoio de lojas e marcas parceiras.
Estamos presentes também no debate público, através da conexão com outras entidades e movimentos sociais, um exemplo foi nossa atuação direta nas decisões e conferências a respeito do Plano Diretor, bem como em congressos e simpósios.
Atualmente, a Ser Ponte segue contribuindo na transformação de realidades, aliando solidariedade ao combate à fome, através da distribuição da renda básica. Essa é a nossa missão.
Hoje atuamos com 48 famílias atendidas, alcançando cerca de 250 pessoas, com o repasse de R$ 200,00 por mês. Mas muitas outras já foram transformadas ao longo desses 5 anos.
Ao longo desses cinco anos, ampliamos nossas frentes, fizemos recuos, compreendemos nossos limites, vimos de frente as ausências de uma Fortaleza ainda vulnerável, uma Fortaleza desigual, mas uma Fortaleza onde o sonho de milhares de mulheres se mantêm em vida, pulsando, e são esses sonhos que movem todo o resto das estruturas sociais.
Nossa linha do tempo
- Início do repasse de renda de R$ 180 para 20 mulheres chefes de família.
- A ideia era durar poucos meses, mas estendemos o repasse para todo o ano, chegando a 210 famílias, em 18 territórios.
- Quase meio milhão de reais arrecadados.
- Parceria com a Fiocruz e o Instituto Trêsmares, em uma campanha preventiva. sobre a Covid-19, no bairro Serviluz.
- Lançamos um edital de geração de renda que chegou em sete coletivos.
- Continuamos com novas parcerias com as pessoas doadoras.
- Começamos o ano com 50 famílias e chegamos a 250 lares.
- Saímos de 18 para 23 territórios em Fortaleza, os quais se alteravam de acordo com o número de doações.
- Atuamos com mulheres do projeto Mães da Periferia de Vítimas por Violência Policial do Estado do Ceará.
- Chegamos ao recorde de 500 pessoas doadoras em um único mês.
Iniciamos o projeto dos brechós comunitários. - Nós nos formalizamos enquanto Organização da Sociedade Civil (OSC).
Projetos territoriais
- Começamos a atuar por meio de três eixos: transferência e geração de renda; saúde comunitária, bem-estar urbano e segurança alimentar; educação e cultura.
- Para poder nos manter de pé, decidimos focar em nove territórios da cidade.
- Ações mais diversas nos bairros Barroso e no Serviluz.
Lançamento da nossa lojinha e do nosso site. - Realizamos nossa primeira chamada de voluntariado.
- Continuidade dos brechós comunitários nos territórios Ponte, todas mulheres negras.
- Seguimos apoiando 60 famílias com a renda básica.
- As mulheres dos brechós participaram de seis oficinas formativas.
- Realização da 1ª Feijoada da Ser Ponte, em comemoração aos 3 anos de atuação.
- 1º Bazar Solidário da Ser Ponte, com apoio da PUMP.
- Atuamos enquanto ONG na revisão do plano diretor e no pacto Ceará sem Fome.
- Fomos tema de dissertação de mestrado.
- Realização do 1º Prêmio Mulher Ponte.
- Decidimos, em conjunto, ampliar o repasse de renda para R$ 200.
- Seguimos atuando com 48 famílias, nos territórios Serviluz, Barroso, Raízes da Praia, Caça e Pesca, São Miguel e Sabiaguaba.
- Realização do 2º Bazar da Ser Ponte, com o apoio de diversas marcas da cidade.
- Campanha de Dia das Crianças.
Fomos selecionadas para o Prêmio Periferia Viva. - Assinamos a carta em prol dos direitos de crianças e adolescentes e a carta em denúncia à ausência de participação popular no plano diretor de Fortaleza.
- Comemoração do aniversário de 4 anos junto à realização do prêmio Mulher Ponte.